Nos dias em que nem a gente se reconhece
Tem dias que a gente acorda e simplesmente… não está bem. E o mais confuso é que às vezes não há nenhum motivo claro. Nada aconteceu, ninguém disse nada, a vida até parece estar no lugar. Mas por dentro, tudo pesa. O corpo está cansado, a mente, exausta. E a alma… silenciosa.
Esses dias existem. E são mais comuns do que você imagina. Toda mulher tem fases. Ciclos de força e fases de esgotamento. Dias em que tudo flui, e dias em que só o fato de levantar da cama já parece uma conquista. E é.
E é aí que entra a consciência. A coragem de perceber esse ciclo e romper com ele. De entender que há uma luta silenciosa dentro de nós mesmas: entre a mulher que somos hoje e a mulher que estamos nos tornando.
Mas não é só dentro de nós. O que está ao nosso redor também importa — e muito. Ciclos emocionais e vínculos que mantemos influenciam diretamente o nosso bem-estar. Tem dias em que o nosso esgotamento não vem só de dentro, mas também das pessoas ao redor. Relações que sugam, amizades que pesam, familiares que cobram ou criticam. E a gente vai absorvendo, mesmo sem perceber.
Reciclar vínculos é um ato de amor-próprio. Não é sobre julgar ou se afastar por orgulho. É sobre reconhecer quem contribui para a sua luz e quem insiste em apagar seu brilho.
E aqui vai um alerta delicado, mas necessário: aquela pessoa que nunca te mostra em público, que evita te mencionar nas redes sociais, talvez não te mostre porque não pode — não pode sustentar em público a imagem de alguém que critica em privado. E isso, por mais sutil que pareça, pesa. Pesa na autoestima, na confiança, na energia.
Nesses dias difíceis, o que mais precisamos é de acolhimento — inclusive o nosso. E também de reconexão espiritual. Não falo apenas de religião, mas de espiritualidade, intimidade com Deus. De encontrar paz em algo maior. De silenciar por dentro e escutar o que a alma está pedindo. Porque, às vezes, o que a gente mais precisa não é de respostas… mas de pausa.
Com carinho, Maria Constância✨





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